Facebook censura vídeo de música gospel que fala sobre o céu
10/07/2018 16:05 em Novidades

O Facebook fez mudanças em seu algoritmo, visando reprimir publicações com mensagens políticas que propaguem “discurso de ódio”. Desde o início do ano a alteração já acumula alguns fracassos espetaculares, como o bloqueio de notícias do New York Times, propagandas de livros, uma reprodução da Declaração da Independência dos EUA.

O caso mais recente é de um vídeo de uma música gospel. Nas últimas semanas, o Zion’s Joy [Alegria de Sião], um grupo vocal de Indianópolis, tentava promover sua nova música, “What Would Heaven Look Like” [Como será no Céu]. O vídeo começa com imagens de conflitos e protestos enquanto a letra da música diz: “Eu sei que pode parecer que esses problemas vão durar, mas esse mundo vai desaparecer em breve”.

Robert Stevenson, fundador do grupo, explica que o objetivo da música é “tocar o coração das pessoas e lembra-las que será melhor no céu do que neste mundo que vivemos agora”.

Porém, a rede social não permitiu que eles impulsionassem a publicação do vídeo. Em seguida, marcou o material como “político” onde potencialmente havia “violação das políticas de comunidade”. A canção acabou sendo bloqueada.

A música fala apenas de pessoas louvando a Deus em um mundo onde a violência e o ódio entre as pessoas já não existem. Estranhamente, é a antítese do que alega o Facebook que instituiu as mudanças alegando combater “discurso de ódio”. Somente quando a proibição absurda foi denunciada pelo New York Times e pela Fox News , a rede social disse que se tratava de um engano e restaurou a publicação.

“Essa música trouxe cura e esperança para milhares de pessoas que a ouviram”, diz Karen Hall, integrante do grupo vocal. “Nossa esperança é que ela inspire as pessoas a se amarem do jeito que Deus nos ama – incondicionalmente! Queremos que o Facebook nos permita continuar a espalhar essa mensagem.”

A plataforma diz que pediu desculpas aos músicos e restaurou a publicação no dia 5 de julho. Contudo, fica evidente mais uma vez que a falta de clareza do que é (ou não) aceitável na maior rede social do mundo confunde seus usuários e perpetua o viés autoritário do que pode (ou não) ser visto nela.

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